A Bíblia do Cético
COMENTADA
Atos dos Apóstolos 21
1
- E aconteceu que, separando-nos deles, navegamos e fomos correndo
caminho direito e chegamos a Cós e, no dia seguinte, a Rodes, de
onde passamos a Pátara.
2 - Achando um navio que ia para a Fenícia, embarcamos nele e
partimos.
3 - E, indo já à vista de Chipre, deixando-a à esquerda,
navegamos para a Síria e chegamos a Tiro; porque o navio havia de
ser descarregado ali.
Ezequiel
[26:14],
[26:21],
[27:36]
profetiza que Tiro será completamente destruída por
Nabucodonosor e nunca
será reconstruída novamente. Mas não foi destruída, como é evidente
nestes versos.
4 - E, achando discípulos, ficamos ali sete dias; e eles,
pelo Espírito, diziam a Paulo que não subisse a Jerusalém.
5 - E, havendo passado ali aqueles dias, saímos e seguimos
nosso caminho, acompanhando-nos todos, cada um com sua mulher e
filhos até fora da cidade; e, postos de joelhos na praia, oramos.
6 - E, saudando-nos uns aos outros, subimos ao navio; e eles
voltaram para casa.
7 - E nós, concluída a navegação de Tiro, viemos a Ptolemaida;
e, havendo saudado os irmãos, ficamos com eles um dia.
8 - No dia seguinte, partindo dali Paulo e nós que com ele
estávamos, chegamos a Cesaréia; e, entrando em casa de Filipe, o
evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele.
9 - Tinha este quatro filhas donzelas, que profetizavam.
10 - E, demorando-nos ali por muitos dias, chegou da Judéia
um profeta, por nome Ágabo;
11 - e, vindo ter conosco, tomou a cinta de Paulo e,
ligando-se os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o Espírito
Santo: Assim ligarão os judeus, em Jerusalém, o varão de quem é esta
cinta e o entregarão nas mãos dos gentios.
12 - E, ouvindo nós isto, rogamos-lhe, tanto nós como os que
eram daquele lugar, que não subisse a Jerusalém.
13 - Mas Paulo respondeu: Que fazeis vós, chorando e
magoando-me o coração? Porque eu estou pronto não só a ser ligado,
mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus.
14 - E, como não podíamos convencê-lo, nos aquietamos,
dizendo: Faça-se a vontade do Senhor!
15 - Depois daqueles dias, havendo feito os nossos
preparativos, subimos a Jerusalém.
16 - E foram também conosco alguns discípulos de Cesaréia,
levando consigo um certo Mnasom, natural de Chipre, discípulo
antigo, com quem havíamos de hospedar-nos.
17 - E, logo que chegamos a Jerusalém, os irmãos nos
receberam de muito boa vontade.
18 - No dia seguinte, Paulo entrou conosco em casa de Tiago,
e todos os anciãos vieram ali.
19 - E, havendo-os saudado, contou-lhes minuciosamente o que
por seu ministério Deus fizera entre os gentios.
20 - E, ouvindo-o eles, glorificaram ao Senhor e
disseram-lhe: Bem vês, irmão, quantos milhares de judeus há que
crêem, e todos são fiéis da lei.
21 - E já acerca de ti foram informados de que ensinas todos
os judeus que estão entre os gentios a apartarem-se de Moisés,
dizendo que não devem circuncidar os filhos, nem andar segundo o
costume da lei.
22 - Que faremos, pois? Em todo o caso é necessário que a
multidão se ajunte; porque terão ouvido que já és vindo.
23 - Faze, pois, isto que te dizemos: temos quatro varões que
fizeram voto.
24 - Toma estes contigo, e santifica-te com eles, e faze por
eles os gastos para que rapem a cabeça, e todos ficarão sabendo que
nada há daquilo de que foram informados acerca de ti, mas que também
tu mesmo andas guardando a lei.
25 - Todavia, quanto aos que crêem dos gentios, já nós
havemos escrito e achado por bem que nada disto observem; mas que só
se guardem do que se sacrifica aos ídolos, e do sangue, e do
sufocado, e da prostituição.
26 - Então, Paulo, tomando consigo aqueles varões, entrou, no
dia seguinte, no templo, já santificado com eles, anunciando serem
já cumpridos os dias da purificação; e ficou ali até se oferecer em
favor de cada um deles a oferta.
27 - Quando os sete dias estavam quase a terminar, os judeus
da Ásia, vendo-o no templo, alvoroçaram todo o povo e lançaram mão
dele,
Os judeus, mais uma vez,
incitam as pessoas a matar o pobre Paulo.
28 - clamando: Varões israelitas, acudi! Este é o homem que
por todas as partes ensina a todos, contra o povo, e contra a lei, e
contra este lugar; e, demais disto, introduziu também no templo os
gregos e profanou este santo lugar.
29 - Porque tinham visto com ele na cidade a Trófimo, de
Éfeso, o qual pensavam que Paulo introduzira no templo.
30 - E alvoroçou-se toda a cidade, e houve grande concurso de
povo; e, pegando de Paulo, o arrastaram para fora do templo, e logo
as portas se fecharam.
31 - E, procurando eles matá-lo, chegou ao tribuno da coorte
o aviso de que Jerusalém estava toda em confusão.
Os judeus, mais uma vez,
incitam as pessoas a matar o pobre Paulo.
32 - Este, tomando logo consigo soldados e centuriões, correu
para eles. E, quando viram o tribuno e os soldados, cessaram de
ferir a Paulo.
33 - Então, aproximando-se o tribuno, o prendeu, e o mandou
atar com duas cadeias, e lhe perguntou quem era e o que tinha feito.
34 - E, na multidão, uns clamavam de uma maneira; outros, de
outra; mas, como nada podia saber ao certo por causa do alvoroço,
mandou conduzi-lo para a fortaleza.
35 - E sucedeu que, chegando às escadas, os soldados tiveram
de lhe pegar por causa da violência da multidão,
36 - porque a multidão do povo o seguia, clamando: Mata-o!
37 - E, quando iam introduzir Paulo na fortaleza, disse Paulo
ao tribuno: É-me permitido dizer-te alguma coisa? E ele disse: Sabes
o grego?
38 - Não és tu, porventura, aquele egípcio que antes destes
dias fez uma sedição e levou ao deserto quatro mil salteadores?
39 - Mas Paulo lhe disse: Na verdade, eu sou um homem judeu,
cidadão de Tarso, cidade não pouco célebre na Cilícia; rogo-te,
porém, que me permitas falar ao povo.
40 - E, havendo-lho permitido, Paulo, pondo-se em pé nas
escadas, fez sinal com a mão ao povo; e, feito grande silêncio,
falou-lhes em língua hebraica, dizendo: