A Bíblia do Cético
COMENTADA
Gênesis 24
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1
- E era Abraão já velho e adiantado em idade, e o SENHOR havia
abençoado a Abraão em tudo.
2 - E disse Abraão ao seu servo, o mais velho
da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía: Põe agora a
tua mão debaixo da minha coxa,
Abraão faz seu servo pôr a mão debaixo da coxa dele
enquanto jura à Deus. Meio estranho, não? "Põe agora a tua mão
debaixo da minha coxa" parece um eufemismo para dizer:
"segura os
meus testículos". Eu
imagino que ele devia gostar desse tipo de juramento. Porém tais juramentos são
condenados em [Mt 5:34-37]
e
[Tg 5:12].
3 - para que eu te faça jurar pelo SENHOR,
Deus dos céus e Deus da terra, que não tomarás para meu filho mulher
das filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito,
Abraão faz seu
servo jurar que não deixará Isaque se casar uma cananéia.
4 - mas que irás à minha terra e à minha parentela e daí
tomarás mulher para meu filho Isaque.
5 - E disse-lhe o servo: Porventura não quererá seguir-me a
mulher a esta terra. Farei, pois, tornar o teu filho à terra de onde
saíste?
6 - E Abraão lhe disse: Guarda-te, que não faças lá tornar o
meu filho.
7 - O SENHOR, Deus dos céus, que me tomou da casa de meu pai
e da terra da minha parentela, e que me falou, e que me jurou,
dizendo: À tua semente darei esta terra, ele enviará o seu Anjo
adiante da tua face, para que tomes mulher de lá para meu filho.
8 - Se a mulher, porém, não quiser seguir-te, serás livre
deste meu juramento; somente não faças lá tornar a meu filho.
9 - Então, pôs o servo a sua mão debaixo da
coxa de Abraão, seu senhor, e jurou-lhe sobre este negócio.
10 - E o servo tomou dez camelos, dos camelos do seu senhor,
e partiu, pois que toda a fazenda de seu senhor estava em sua mão; e
levantou-se e partiu para a Mesopotâmia, para a cidade de Naor.
11 - E fez ajoelhar os camelos fora da cidade, junto a um
poço de água, pela tarde, ao tempo em que as moças saíam a tirar
água.
12 - E disse: Ó SENHOR, Deus de meu senhor Abraão, dá-me,
hoje, bom encontro e faze beneficência ao meu senhor Abraão!
13 - Eis que eu estou em pé junto à fonte de água, e as
filhas dos varões desta cidade saem para tirar água;
14 - Seja, pois, que a donzela a quem eu disser: abaixa agora
o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei
de beber aos teus camelos, esta seja a quem designaste ao teu servo
Isaque; e que eu conheça nisso que fizeste beneficência a meu
senhor.
15 - E sucedeu que, antes que ele acabasse de falar, eis que
Rebeca, que havia nascido a Betuel, filho de Milca, mulher de Naor,
irmão de Abraão, saía com o seu cântaro sobre o seu ombro.
16 - E a donzela era mui formosa à vista,
virgem, a quem varão não havia conhecido; e desceu à fonte, e encheu
o seu cântaro, e subiu.
"E a donzela era
mui formosa à vista, virgem, a quem varão não havia conhecido." (Aí
garoto!)
17 - Então, o servo correu-lhe ao encontro e disse: Ora,
deixa-me beber um pouco de água do teu cântaro.
18 - E ela disse: Bebe, meu senhor. E apressou-se, e abaixou
o seu cântaro sobre a sua mão, e deu-lhe de beber.
19 - E, acabando ela de lhe dar de beber, disse: Tirarei
também água para os teus camelos, até que acabem de beber.
20 - E apressou-se, e vazou o seu cântaro na pia, e correu
outra vez ao poço para tirar água, e tirou para todos os seus
camelos.
21 - E o varão estava admirado de vê-la, calando-se, para
saber se o SENHOR havia prosperado a sua jornada ou não.
22 - E aconteceu que, acabando os camelos de beber, tomou o
varão um pendente de ouro de meio siclo de peso e duas pulseiras
para as suas mãos, do peso de dez siclos de ouro,
23 - e disse: De quem és filha? Faze-mo saber, peço-te; há
também em casa de teu pai lugar para nós pousarmos?
24 - E ela disse: Eu sou filha de Betuel, filho de Milca, o
qual ela deu a Naor.
25 - Disse-lhe mais: Também temos palha, e muito pasto, e
lugar para passar a noite.
26 - Então, inclinou-se aquele varão, e adorou ao SENHOR,
27 - e disse: Bendito seja o SENHOR, Deus de meu senhor
Abraão, que não retirou a sua beneficência e a sua verdade de meu
senhor; quanto a mim, o SENHOR me guiou no caminho à casa dos irmãos
de meu senhor.
28 - E a donzela correu e fez saber estas coisas na casa de
sua mãe.
29 - E Rebeca tinha um irmão cujo nome era Labão; e Labão
correu ao encontro daquele varão à fonte.
30 - E aconteceu que, quando ele viu o pendente e as
pulseiras sobre as mãos de sua irmã e quando ouviu as palavras de
sua irmã Rebeca, que dizia: Assim me falou aquele varão, veio ao
varão, e eis que estava em pé junto aos camelos, junto à fonte.
31 - E disse: Entra, bendito do SENHOR, por que estarás fora?
Pois eu já preparei a casa e o lugar para os camelos.
32 - Então, veio aquele varão à casa, e desataram os camelos
e deram palha e pasto aos camelos e água para lavar os pés dele e os
pés dos varões que estavam com ele.
33 - Depois, puseram de comer diante dele. Ele, porém, disse:
Não comerei, até que tenha dito as minhas palavras. E ele disse:
Fala.
34 - Então, disse: Eu sou o servo de Abraão.
35 - O SENHOR abençoou muito o meu senhor,
de maneira que foi engrandecido; e deu-lhe ovelhas e vacas, e prata
e ouro, e servos e servas, e camelos e jumentos.
Deus abençoou
Abraão dando-lhe muitos escravos.
36 - E Sara, a mulher do meu senhor, gerou um filho a meu
senhor depois da sua velhice; e ele deu-lhe tudo quanto tem.
37 - E meu senhor me fez jurar, dizendo: Não tomarás mulher
para meu filho das filhas dos cananeus, em cuja terra habito;
38 - irás, porém, à casa de meu pai e à minha família e
tomarás mulher para meu filho.
39 - Então, disse eu ao meu senhor: Porventura não me seguirá
a mulher.
40 - E ele me disse: O SENHOR, em cuja presença tenho andado,
enviará o seu Anjo contigo e prosperará o teu caminho, para que
tomes mulher para meu filho da minha família e da casa de meu pai.
41 - Então, serás livre do meu juramento, quando fores à
minha família; e, se não ta derem, livre serás do meu juramento.
42 - E hoje cheguei à fonte e disse: Ó SENHOR, Deus de meu
senhor Abraão, se tu, agora, prosperas o meu caminho, no qual eu
ando,
43 - eis que estou junto à fonte de água; seja, pois, que a
donzela que sair para tirar água e à qual eu disser: Ora, dá-me um
pouco de água do teu cântaro,
44 - e ela me disser: Bebe tu também e também tirarei água
para os teus camelos, esta seja a mulher que o SENHOR designou ao
filho de meu senhor.
45 - E, antes que eu acabasse de falar no meu coração, eis
que Rebeca saía com seu cântaro sobre o seu ombro, e desceu à fonte,
e tirou água; e eu lhe disse: Ora, dá-me de beber.
46 - E ela se apressou, e abaixou o seu cântaro de sobre si,
e disse: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; e bebi, e
ela deu também de beber aos camelos.
47 - Então, lhe perguntei e disse: De quem és filha? E ela
disse: Filha de Betuel, filho de Naor, que lhe gerou Milca. Então,
eu pus o pendente no seu rosto e as pulseiras sobre as suas mãos.
48 - E, inclinando-me, adorei ao SENHOR e bendisse ao SENHOR,
Deus do meu senhor Abraão, que me havia encaminhado pelo caminho da
verdade, para tomar a filha do irmão de meu senhor para seu filho.
49 - Agora, pois, se vós haveis de mostrar beneficência e
verdade a meu senhor, fazei-mo saber; e, se não, também mo fazei
saber, para que eu olhe à mão direita ou à esquerda.
50 - Então, responderam Labão e Betuel e disseram: Do SENHOR
procedeu este negócio; não podemos falar-te mal ou bem.
51 - Eis que Rebeca está diante da tua face; toma-a e vai-te;
seja a mulher do filho de teu senhor, como tem dito o SENHOR.
52 - E aconteceu que o servo de Abraão, ouvindo as suas
palavras, inclinou-se à terra diante do SENHOR;
53 - e tirou o servo vasos de prata, e vasos de ouro, e
vestes e deu-os a Rebeca; também deu coisas preciosas a seu irmão e
a sua mãe.
54 - Então, comeram, e beberam, ele e os varões que com ele
estavam, e passaram a noite. E levantaram-se pela manhã, e disse:
Deixai-me ir a meu senhor.
55 - Então, disseram seu irmão e sua mãe: Fique a donzela
conosco alguns dias ou pelo menos dez dias; e depois irá.
56 - Ele, porém, lhes disse: Não me detenhais, pois o SENHOR
tem prosperado o meu caminho; deixai-me partir, para que eu volte a
meu senhor.
57 - E disseram: Chamemos a donzela e perguntemos-lho.
58 - E chamaram Rebeca e disseram-lhe: Irás tu com este
varão? Ela respondeu: Irei.
59 - Então, despediram Rebeca, sua irmã, e a sua ama, e o
servo de Abraão, e os seus varões.
60 - E abençoaram Rebeca e disseram-lhe: Ó nossa irmã, sejas
tu em milhares de milhares, e que a tua semente possua a porta de
seus aborrecedores!
61 - E Rebeca se levantou com as suas moças, e subiram sobre
os camelos e seguiram o varão; e tomou aquele servo a Rebeca e
partiu.
62 - Ora, Isaque vinha do caminho do poço de Laai-Roi, porque
habitava na terra do Sul.
63 - E Isaque saíra a orar no campo, sobre a tarde; e
levantou os olhos, e olhou e eis que os camelos vinham.
64 - Rebeca também levantou os olhos, e viu a Isaque, e
lançou-se do camelo,
65 - e disse ao servo: Quem é aquele varão que vem pelo campo
ao nosso encontro? E o servo disse: Este é meu senhor. Então, tomou
ela o véu e cobriu-se.
66 - E o servo contou a Isaque todas as coisas que fizera.
67 - E Isaque trouxe-a para a tenda de sua mãe, Sara, e tomou
a Rebeca, e foi-lhe por mulher, e amou-a. Assim, Isaque foi
consolado depois da morte de sua mãe.