A Bíblia do Cético
COMENTADA
Hebreus 9
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1
- Ora, também o primeiro tinha ordenanças de culto divino e um
santuário terrestre.
2 - Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em
que havia o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se
chama o Santuário.
3 - Mas, depois do segundo véu, estava o tabernáculo que se
chama o Santo dos Santos,
4 - que tinha o incensário de ouro e a arca do concerto,
coberta de ouro toda em redor, em que estava um vaso de ouro, que
continha o maná, e a vara de Arão, que tinha florescido, e as tábuas
do concerto;
Aqui se
fala de muitos mais objetos dentro da arca do concerto do que foi informado
em [II Cr 5:10]
"Na arca, não
havia senão somente as duas tábuas que Moisés." As dimensões da arca em
[Ex 25:10]
eram de 2,5 x 1,5 x 1,5 côvados (aproximadamente 114 x 68 x 68
centímetros). Espaço um pouco pequeno para conter as tábuas, um vaso
de ouro, maná e a vara de Arão. A não ser que a vara de Arão era bem
pequena. Quem sabe?
5 - e sobre a arca, os querubins da glória, que faziam sombra
no propiciatório; das quais coisas não falaremos agora
particularmente.
6 - Ora, estando essas coisas assim preparadas, a todo o
tempo entravam os sacerdotes no primeiro tabernáculo, cumprindo os
serviços;
7 - mas, no segundo, só o sumo sacerdote, uma vez no ano, não
sem sangue, que oferecia por si mesmo e pelas culpas do povo;
8 - dando nisso a entender o Espírito Santo que ainda o
caminho do Santuário não estava descoberto, enquanto se conservava
em pé o primeiro tabernáculo,
9 - que é uma alegoria para o tempo presente, em que se
oferecem dons e sacrifícios que, quanto à consciência, não podem
aperfeiçoar aquele que faz o serviço,
10 - consistindo somente em manjares, e bebidas, e várias
abluções e justificações da carne, impostas até ao tempo da
correção.
11 - Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros,
por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto
é, não desta criação,
12 - nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio
sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna
redenção.
13 - Porque, se o sangue dos touros e bodes e a cinza de uma
novilha, esparzida sobre os imundos, os santificam, quanto à
purificação da carne,
Deus não nos
perdoará a menos que derramemos o sangue de alguma criatura
inocente.
14 - quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito
eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará a vossa
consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?
15 - E, por isso, é Mediador de um novo testamento, para que,
intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo
do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança
eterna.
16 - Porque, onde há testamento, necessário é que intervenha
a morte do testador.
17 - Porque um testamento tem força onde houve morte; ou terá
ele algum valor enquanto o testador vive?
18 - Pelo que também o primeiro não foi consagrado sem
sangue;
19 - porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os
mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes,
com água, lã purpúrea e hissopo, e aspergiu tanto o mesmo livro como
todo o povo,
20 - dizendo: Este é o sangue do testamento que Deus vos tem
mandado.
21 - E semelhantemente aspergiu com sangue o tabernáculo e
todos os vasos do ministério.
22 - E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com
sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.
Deus não nos
perdoará a menos que derramemos o sangue de alguma criatura
inocente.
23 - De sorte que era bem necessário que as figuras das
coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias
coisas celestiais, com sacrifícios melhores do que estes.
24 - Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos,
figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por
nós, perante a face de Deus;
25 - nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes,
como o sumo sacerdote cada ano entra no Santuário com sangue alheio.
26 - Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes
desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos,
uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si
mesmo.
Jesus se
sacrificou "na consumação dos séculos."
27 - E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez,
vindo, depois disso, o juízo,
28 - assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar
os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o
esperam para a salvação.