A Bíblia do Cético
COMENTADA
Epístola de Barnabé 1
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Filhos e filhas, eu vos saúdo na paz, em nome do Senhor que nos
amou.
A fé dos destinatários Grandes e ricos são os decretos de Deus a
vosso respeito. Acima de tudo, eu me alegro imensamente pelos vossos
espíritos felizes e gloriosos, pois dele recebestes a semente
plantada em vós mesmos, a graça do dom espiritual. Por isso, eu me
alegro mais na esperança de me salvar, porque verdadeiramente vejo
em vós que o Espírito da fonte abundante do Senhor foi derramado
sobre vós. Em vosso caso, foi isso que me chamou a atenção ao
vê-los, o que eu tanto desejava. Estou convencido e intimamente
persuadido disso, porque conversei muito convosco. O Senhor caminhou
comigo no caminho da justiça e eu também me sinto impulsionado a
amar-vos mais do que à minha própria vida, pois a fé e o amor que
habitam em vós são grandes e fundados sobre a esperança da vida
dele. Pensei que, se eu me preocupasse em participar-vos aquilo que
recebi, eu teria recompensa por ter servido a espíritos como os
vossos.
Esforcei-me então para vos enviar estas poucas linhas, para que,
além de vossa fé, tenhais também o conhecimento perfeito. Os
ensinamentos do Senhor são três: a esperança da vida, começo e fim
da nossa fé; a justiça, começo e fim do julgamento; o amor,
testemunho pleno da alegria e contentamento das obras realizadas na
justiça. Com efeito, por meio dos profetas, o Senhor nos fez
conhecer o passado e o presente, e nos fez saborear antecipadamente
o futuro. Vendo que uma e outra coisa se realizam conforme ele
falou, devemos progredir no seu temor, de maneira mais rica e mais
elevada. Quanto a mim, não é como mestre, mas como um de vós, que
vos preparei umas poucas coisas. Através delas, vocês se alegrarão
nas circunstâncias presentes.
O culto que Deus quer
Como os dias são maus e é aquele que exerce o poder, devemos, para o
nosso próprio bem, procurar as decisões do Senhor. Os auxiliares da
nossa fé são o temor e a perseverança, e nossos companheiros de luta
são a paciência e o autocontrole. Se essas virtudes permanecem puras
diante do Senhor, a sabedoria, a inteligência, a ciência e o
conhecimento virão regozijar-se com elas.
Os sacrifícios
De fato, foi-nos mostrado, mediante todos os profetas, que Deus não
tem necessidade de sacrifícios, nem de holocaustos, e nem de
ofertas. Em certa ocasião, ele diz: "Que me importa a multidão de
vossos sacrifícios?" diz o Senhor. "Estou farto dos holocaustos de
carneiros e da gordura de cordeiros não sangue de touros e de bodes,
e nem que venhais vos apresentar diante de mim. Quem pediu essas
coisas de vossas mãos? Não continueis a pisar em meu átrio. Se
ofereceis flor de farinha, é em vão; vosso incenso para mim é
abominação. Não suporto vossas neomênias e vossos sábados." Ele
rejeitou essas coisas, para que a lei nova de nosso Senhor Jesus
Cristo, que é sem o jugo da necessidade, não precise de oferta
preparada por homens. Ele ainda lhes disse: "Por acaso, ordenei a
vossos pais, ao saírem do Egito, que me oferecessem holocaustos?
Pelo contrário, eis o que lhes ordenei: Que nenhum de vós guarde em
seu coração rancor contra o próximo e que não ame o juramento
falso." Devemos, portanto, compreender, pois não somos sem
inteligência, o desígnio de nosso Pai em sua bondade, pois ele se
dirige a nós, desejando que procuremos o modo de nos aproximar dele,
sem nos extraviar, como aqueles homens. Eis, portanto, o que ele nos
diz: "O sacrifício para Deus é um coração contrito; o perfume de
suave odor para o Senhor é o coração que glorifica o seu Criador."
Irmãos, devemos, portanto, cuidar de nossa salvação, para que o
maligno não introduza em nós o erro, e nos atire, como pedra de
funda, para longe da nossa vida.
O culto que Deus quer
Como os dias são maus e é aquele que exerce o poder, devemos, para o
nosso próprio bem, procurar
as decisões do Senhor.
Os auxiliares da nossa fé são o temor e a
perseverança, e nossos companheiros
de luta são a paciência e o autocontrole.
Se essas virtudes
permanecem puras diante do Senhor, a
sabedoria, a inteligência, a ciência e o conhecimento virão
regozijar-se com elas.
Os sacrifícios
De fato, foi-nos mostrado, mediante todos os profetas, que Deus não
tem necessidade de sacrifícios,
nem de holocaustos, e nem de ofertas.
Em certa ocasião, ele diz:
"Que me importa a multidão de
vossos sacrifícios?" diz o Senhor. "Estou farto dos holocaustos de
carneiros e da gordura de cordeiros
não sangue de touros e de bodes, e nem que venhais vos apresentar
diante de mim. Quem pediu essas
coisas de vossas mãos? Não continueis a pisar em meu átrio. Se
ofereceis flor de farinha, é em vão;
vosso incenso para mim é abominação. Não suporto vossas neomênias e
vossos sábados."
Ele rejeitou
essas coisas, para que a lei nova de nosso Senhor Jesus Cristo, que
é sem o jugo da necessidade, não
precise de oferta preparada por homens. Ele ainda lhes disse: "Por
acaso, ordenei a vossos pais, ao
saírem do Egito, que me oferecessem holocaustos? Pelo contrário, eis
o que lhes ordenei: Que
nenhum de vós guarde em seu coração rancor contra o próximo e que
não ame o juramento falso."
Devemos, portanto, compreender, pois não somos sem inteligência, o
desígnio de nosso Pai em sua
bondade, pois ele se dirige a nós, desejando que procuremos o modo
de nos aproximar dele, sem nos
extraviar, como aqueles homens.
Eis, portanto, o que ele nos diz: "O
sacrifício para Deus é um
coração contrito; o perfume de suave odor para o Senhor é o coração
que glorifica o seu Criador."
Irmãos, devemos, portanto, cuidar de nossa salvação, para que o
maligno não introduza em nós o erro,
e nos atire, como pedra de funda, para longe da nossa vida.
O jejum
A respeito disso, falou-lhes ainda, "Com que finalidade jejuais para
mim", diz o Senhor, "como se
ouve hoje aos gritos a vossa voz? Não é esse jejum que escolhi", diz
o Senhor, "não o homem que
humilha a si mesmo. Nem quando dobrais vosso pescoço como um
círculo, nem quando vos cobris de
pano de saco e cinza, não chameis isso de jejum agradável."
Para
nós, porém, ele diz: "Eis o jejum que
eu escolhi", diz o Senhor: "Desata todas as amarras da injustiça;
desfaz as cordas dos contratos
iníquos; envia os oprimidos em liberdade; rasga toda escritura
injusta; reparte teu pão com os
famintos; se vês alguém nu, veste-o; conduz para a tua casa os
desabrigados; se vês algum pobre, não
o desprezes; não te afastes dos membros de tua família. Então tua
luz romperá pela manhã, tuas vestes
rapidamente resplandecerão, a justiça irá à tua frente e a glória de
Deus te envolverá. Então outra vez
gritarás, e Deus te ouvirá. Ao falar, ele te dirá: Eis-me aqui!
Isso, se renunciares a tecer amarras, a
levantar a mão, a murmurar, e se deres de coração o teu pão ao
faminto e tiveres compaixão da pessoa
necessitada."
Por isso, irmãos, o paciente (Deus), prevendo que o
povo, que ele preparou através do
seu Amado, acreditaria com simplicidade, nos antecipou todas essas
coisas, para que nós, como
prosélitos, não nos arrebentássemos contra a lei deles.
Vigilância
É preciso, portanto, que examinemos com grande atenção a situação
presente, para procurar o que nos
pode salvar.
Fujamos, pois, radicalmente de todas as obras iníquas,
para que as obras iníquas jamais se
apoderem de nós.
Odiemos o erro do mundo presente, para que sejamos
amados no mundo futuro.
Não demos à nossa alma a liberdade, de modo que ela não tenha poder
de correr com os maus e
pecadores, a fim de que não nos tornemos semelhantes a eles.
Iminência do fim
O máximo do escândalo se aproxima, conforme está escrito, como diz
Henoc.
Com efeito, é por isso
que o Senhor abreviou os tempos e os dias, a fim de que seu Amado
chegue mais depressa à herança.
Assim diz o profeta: "Dez reis reinarão sobre a terra e, depois
disso, surgirá um pequeno rei que
humilhará três reis de uma só vez."
Sobre isso, Daniel diz algo
semelhante: "Vi a quarta besta,
maligna, forte e mais terrível do que todas as bestas do mar. Dela
brotaram dez chifres, e desses saiu
um pequeno chifre, como broto. Este, de uma só vez, humilhou três
dos chifres grandes."
Deveis,
portanto, compreender.
A Aliança tem exigências.
Além disso, peço-vos insistentemente, eu que sou um e vós e vos amo
a todos e a cada um em
particular mais do que a mim mesmo: tomai cuidado para não ficardes
como certas-pessoas, que
acumulam pecados, dizendo que a Aliança está garantida para nós.
Claro que era é nossa.
Eles (os
judeus) a perderam definitivamente, embora Moisés já a tivesse
recebido.
De fato, a Escritura diz:
"Moisés jejuou na montanha durante quarenta dias e quarenta noites,
e depois recebeu do Senhor a
Aliança, as tábuas de pedra escritas pelo dedo da mão do Senhor."
Eles, porém, a perderam, por se
terem voltado para os ídolos. Com efeito, assim disse o Senhor:
"Moisés, Moisés, desce depressa, pois
teu povo pecou, aqueles que fizeste sair da terra do Egito." Moisés
compreendeu, e jogou as duas
tábuas de suas mãos.
A Aliança deles foi rompida, para que a de
Jesus, o Amado, fosse selada em
nossos corações pela esperança da fé que nele temos.
Querendo
escrever muitas coisas, não como
mestre, mas como convém a quem ama, não deixando perder nada do que
possuímos, apliquei-me a
escrever, como vosso humilde servidor.
Estejamos atentos nestes
últimos dias!
Nada adiantará todo o
tempo de nossa vida e de nossa fé, se agora, neste tempo de
impiedade e na iminência dos escândalos,
não resistirmos, como convém a filhos de Deus.
A fim de que a Treva
não se infiltre em nós e às
escondidas, fujamos de toda vaidade e odiemos completamente as obras
do mau caminho.
Não vos
isoleis, dobrando-vos sobre vós mesmos, como se já estivésseis
justificados, mas reuni-vos, para
procurar juntos o vosso bem comum.
De fato, a Escritura diz: "Ai
daqueles que se creem inteligentes e
que são sábios diante de si mesmos!"
Tornemo-nos espirituais,
tornemo-nos um templo perfeito para
Deus.
Quanto nos for possível, apliquemo-nos ao temor de Deus e
combatamos para observar seus
mandamentos, a fim de nos alegrarmos em suas disposições.
O Senhor
julgará o mundo com
imparcialidade; cada um receberá segundo o que fez. Se for bom, sua
justiça o precederá; se for mau,
diante dele irá o salário do mal.
Tomemos cuidado para não
ficarmos tranquilos como chamados,
adormecendo sobre nossos pecados, de modo que o príncipe do mal se
apodere de nós e nos afaste do
reino do Senhor.
Meus irmãos, compreendei ainda o seguinte: quando
vedes que, depois de tantos
sinais e prodígios acontecidos em Israel, assim mesmo eles foram
abandonados, tomemos cuidado,
como está escrito, para que não sejamos encontrados "muitos
chamados, mas poucos escolhidos."